segunda-feira, 6 de junho de 2011

Movimento Slow Food defende consumo de produtos regionais


O movimento "Slow Food" surgiu como uma resposta aos efeitos do fast food e a sua comida padrão; a nossa vida atual, que é tão corrida; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao desinteresse das pessoas em conhecer a procedência de sua alimentação e o sabor dos alimentos; e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo. 
Este movimento tem como proposta a ecogastronomia, que conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. Ele opõe-se à tendência de alimentação padronizada no mundo e defende a conscientização das pessoas com relação aos alimentos que elas consomem.
O movimento "Slow Food" está se fortalecendo em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil.
Encontramos uma matéria bem legal sobre o assunto que saiu no Jornal A Cidade, na última sexta. Leia a matéria na íntegra, a seguir:

Movimento defende a alimentação saudável como ritual de convivência e apreciação em torno da mesa.
Um criativo movimento gastronômico tem ganhado cada vez mais adeptos não só no Brasil, mas em muitos outros países onde as lanchonetes e restaurantes com sistema "fast food" se proliferam a cada esquina. Na contramão das refeições rápidas e cada vez mais industrializadas, surgiu o "Slow Food", conceito criado em 1986 pelo italiano Carlo Petrini e que segue três principais fundamentos do "bom, limpo e justo".
"O movimento tem, entre seus objetivos, o de proteger as tradições gastronômicas regionais com o consumo de produtos agrícolas ou de origem animal que tenham sido produzidos sem a utilização de agrotóxicos ou outros produtos que prejudiquem o meio ambiente", explica o cientista político Fúlvio Iermano, integrante do movimento internacional Slow Food, que participou de um Café Literário esta semana na Feira do Livro.
Por isso além de saboroso e saudável, os integrantes do movimento também prezam por ingredientes cultivados e preparados de maneira artesanal, pelo qual os seus produtores receberam um valor justo pelo trabalho.
"O Slow Food faz um resgate do prazer e da convivência em torno da mesa, mas que começa desde a escolha dos alimentos, o preparo das receitas e sua degustação. É um ritual de apreciação feita entre familiares e amigos", ressalta Fúlvio, italiano que há dois anos e meio vive em Batatais.
Culinária regional
Ao priorizar alimentos produzidos artesanalmente e sem a aplicação de agrotóxicos, os seguidores do movimento também buscam valorizar os produtos e a culinária típicos de cada localidade. Na região de Ribeirão Preto, por exemplo, Fúlvio cita os produtos derivados do leite, de gado que não seja criado em confinamento, frutas de vegetação típica da Mata Atlântica e do Cerrado, como o cambuci ou sapoti, e produtos derivados de cana de açúcar, como o melado e a rapadura.
Chef de cozinha segue o movimento
Em Ribeirão Preto, o chef Tiago Caparroz também se baseia nos fundamentos do Slow Food para conduzir o seu trabalho na gastronomia. Para isso, faz questão de conferir todos os produtos que são utilizados na cozinha de seu bistrô que, segundo ele, não podem conter qualquer tipo de agrotóxico ou conservante.
"O Slow Food surgiu como uma resposta ao processo que estamos vivendo hoje, em que não temos mais tempo de parar, fazer uma refeição com calma, apenas com produtos de boa qualidade. Para os brasileiros é um movimento de reeducação, para fazer com que nossas refeições sejam mais proveitosas", justifica o chef do bistrô Flor de Sal.
Produção própria
Produzir muitos de seus ingredientes está entre as dicas de Tiago para assegurar a qualidade dos produtos. Para isso ele produz os seus próprios queijos muzzarela e mascarpone, assim como o molho de tomates, as massas e os pães. A origem dos peixes e cortes de carnes também passa por inspeção. Ele não compra nada congelado ou que tenha sido produzido em detrimento do meio ambiente.
"Desde o ano passado estou cultivando alguns vegetais, alguns deles que não são encontrados com facilidade nos mercados, como o tupinambo, em alguns lugares conhecidos como "alcachofra de Jerusalém", vegetal típico do continente europeu, parecido com gengibre e que acompanha peixes brancos", conta Tiago.

Fonte: Maria Fernanda Rodrigues para o Jornal A Cidade

Para conhecer melhor o movimento "Slow Food", acesse o site: http://www.slowfoodbrasil.com/
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