quinta-feira, 15 de março de 2012

Dona de restaurante ensina receita de empreendedorismo

Pratos originais, como sorvete de rapadura, impulsionam negócio - Foto Agência Rodrigo Moreira
Ela já foi vendedora Avon, comprou roupa em São Paulo para revender, teve cantina em escola e forneceu marmitas e salgadinhos. Hoje, Jucilene Reis de Melo pode comemorar o sucesso de seu restaurante Flor de Mandacaru, que há cinco anos atrai turistas e moradores de Petrolina e cidades vizinhas, no sertão pernambucano.

O grande sonho de Jucilene era ter um restaurante. Quando achou um ponto interessante, no bairro Cohab VI, a empreendedora não tinha dinheiro para o aluguel. Pediu um prazo de três meses ao proprietário da casa, que confiou na segurança dela. Amigos e familiares ajudaram a montar o local com móveis que ela tirou de sua própria casa. “Até as portas dos quartos eu precisei arrancar para transformar em bancada”, lembra.

Com o ponto definido Jucilene procurou o Sebrae em Pernanbuco, Unidade de Negócios em Petrolina, e logo no primeiro ano da casa já participou de um festival de gastronomia, seguindo as orientações dos consultores. “Eu fazia tudo sozinha: cozinhava, servia, cobrava e fazia a divulgação da casa”, recorda.

Hoje a vida de Jucilene mudou bastante. A casa em que mora já tem novos móveis e ela conta com ajudantes que seguem à risca as suas receitas. Dos três filhos, dois ainda ajudam no restaurante nos finais de semana.

Com características genuinamente regionais, o Flor de Mandacaru tem como prato mais pedido o cari no mandacaru, um peixe feito com a palma mais famosa em todo o país. A sobremesa é o sorvete de rapadura, produzido na própria casa de forma artesanal. O cardápio do restaurante também contempla outros pratos típicos da comida nordestina como carneiro, galinha, peixe, paçoca e xerém. Iguarias que a empreendedora aprendeu a preparar com a avó na roça onde a empresária nasceu e foi criada.

Jucilene conta que só colocou os pratos no cardápio depois de muita pesquisa. “O mandacaru, por exemplo, eu li um livro do Sebrae sobre o uso da palma e segui em frente”, conta. Mas é nas feiras promovidas pelo Sebrae que Jucilene encontra novidades para o restaurante e troca informações com outros empresários.“Participo de tudo no Sebrae, o que tiver eu faço, pois aprendo muito lá”, diz. Ela também se preocupa com a qualidade no atendimento e investe no treinamento de seus funcionários, que participam dos cursos de capacitação do Sebrae.

Hoje, o Flor de Mandacaru possui 40 mesas (no início, eram quatro), abrindo de terça a domingo para o almoço e de quinta a sábado para o jantar. Seu próximo empreendimento é um outro restaurante, que vai se chamar “Bodega do Velho Chico”, com inauguração prevista para o mês de abril. Segundo ela, as buscas e os estudos continuam: “Não quero parar nunca”, sentencia.

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